Episódio em que surge de forma súbita um medo muito intenso, aparentemente sem explicação. É duas vezes mais comum em mulheres e costuma manifestar-se antes dos 25 anos, embora existam casos descritos em todas as idades.
Os ataques de pânico podem estar presentes em muitos transtornos, sendo muito frequentes nos transtornos de ansiedade.
A causa é desconhecida, mas postula-se uma origem genética.
A sensação de medo costuma ser acompanhada de sintomas como taquicardia, hipertensão arterial, dificuldade para respirar com sensação de sufocamento, respiração rápida, náuseas, vertigens, sudorese excessiva, medo de perder o controle ou ficar louco, etc. A experiência acaba limitando as atividades cotidianas e levando a um isolamento progressivo, com uma inquietação ou preocupação contínua com o retorno dos sintomas.
O diagnóstico é clínico, geralmente realizado por um psiquiatra através de um interrogatório direcionado.
O tratamento inclui estratégias para lidar com os eventos que desencadeiam o ataque e não evitá-los, bem como medicação e terapia psicológica. Os episódios agudos são tratados com benzodiazepínicos e, se forem frequentes, o tratamento com antidepressivos é necessário.
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