É um tumor benigno que cresce no útero, em alguma de suas diferentes camadas. É o tumor pélvico mais frequente em mulheres.
Sua origem é desconhecida, mas parece ter relação genética e hormonal.
Manifesta-se por sangramentos genitais mais prolongados do que o habitual durante os períodos menstruais. Não deve ser confundido com sangramentos entre uma menstruação e outra ou ocorridos na menopausa, que podem sugerir outras doenças, já que estes não são sintomas típicos de mioma. Pode vir acompanhado de cólicas na pelve, dor e sensação de pressão na parte baixa do abdome. Se os sangramentos são muito abundantes podem provocar anemia, com os sintomas de cansaço típicos desta.
O diagnóstico realiza-se mediante anamnese, exame ginecológico e ultrassonografia.
O tratamento variará segundo os sintomas, idade, intenção de engravidar, etc. Em geral, a dor é tratada com analgésicos convencionais e a anemia, com suplementos de ferro; pode-se considerar a terapia hormonal (pílula anticoncepcional). Casos graves, com dor intensa ou sangramento importante, podem requerer cirurgia.
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