Contração involuntário e sustentada de um ou vários músculos provocada por um medicamento.
Geralmente é devida a medicamentos recém iniciados, embora possa surgir em tratamentos de longa evolução. Os mais frequentemente implicados são: bloqueadores dopaminérgicos (inclusive neurolépticos), antieméticos (metoclopramida), antivertiginosos (tietilperazina), antiepilépticos (carbamazepina, gabapentina) e antidepressivos (fluoxetina, paroxetina e amitriptilina).
Os músculos mais frequentemente afetados são os do pescoço, braços e pernas. Manifesta-se por rigidez e dor muscular, movimentos repetitivos e tremores.
O diagnóstico é clínico, mediante interrogatório sobre o consumo de substâncias.
O tratamento visa reduzir as contrações musculares e a dor, que condicionam uma limitação às atividades da vida diária. Isso pode ser conseguido com medicação, injeções de Botox, cirurgia, fisioterapia ou uma combinação destas terapias.
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