Epilepsia - Convulsão

Baixa urgência
Muito comum-

Uma convulsão ocorre por descargas elétricas anormais no cérebro. Pode ir desde uma crise convulsiva até fenômenos de ausência. De 5 a 10% das pessoas terão ao menos uma convulsão durante a vida. A ep ilepsia ocorre quando as convulsões ou crises se repetem devido a um processo crônico. Pode ter sua origem em lesões cerebrais (traumatismos, sequelas de meningite, tumores, etc). Quando não há uma causa identificada, é chamada idiopática. Os sintomas oscilam desde as crises tônico-clônicas (desconexão, rigidez, espasmos musculares), crises parciais complexas (movimento repetitivo de uma área específica), ausências, etc. É diagnosticada pelo quadro clínico, exames laboratoriais e exames como eletroencefalograma, tomografia, etc. O tratamento na fase aguda consiste na administração de medicamentos anticonvulsivantes. Se ocorrer mais de um episódio, geralmente se prescreverá um tratamento de manutenção para evitar recidivas. Em casos que não respondem ao tratamento habitual, pode ser necessária uma sedação profunda (coma induzido).

Referências bibliográficas
  1. Steven C Schachter, MD. Evaluation of the first seizure in adults. UpToDate, Agosto 2016
  2. Steven C Schachter, MD. Overview of the management of epilepsy in adults. UpToDate, Agosto 2016
  3. Bonnett LJ. Treatment outcome after failure of a first antiepileptic drug. Neurology 2014; 83:552.
  4. Daniel H. Lowenstein. Convulsiones y epilepsia. Harrison. Principios de Medicina Interna, 19e. Capítulo 445.
  5. J. J. Zarranz Imirizaldu. Epilepsias. Farreras Rozman. Medicina Interna, ed 18. Capítulo 168
Autor
Dr Sara Vitoria
Direitos autorais
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Sintomas

    Convulsões


    Após as convulsões tem dificuldade de lembrar o que aconteceu


    Depois das convulsões, fica confuso


    Movimentos involuntários dos músculos


    Coma

Sintomas a considerar

Convulsão de duração maior que 5 minutos
Se acompanha de golpe na cabeça
Febre (temperatura acima de 38 ºC).
Perda do nível de consciência
Gravidez
Histórico de imunocomprometimento (HIV, diabetes mellitus, doenças oncológicas/câncer, consumo prolongado de corticóides).

Autocuidado

Durante as crises, deitar a pessoa de lado.
Descansar e dormir de 6 a 8 horas diárias.
Manter uma alimentação equilibrada: aumentar o consumo de frutas, verduras, carnes brancas e diminuir alimentos ricos em gorduras e frituras.
Realizar atividade física de forma regular, adaptada à idade e condição física, com uma frequência de pelo menos 3 vezes por semana.
Consultar com seu médico de família a indicação de anticonvulsivos.