É uma doença auto-imune em que as próprias defesas do corpo destroem a bainha de mielina do sistema nervoso central, que inclui neurônios no cérebro e na medula espinhal.
A causa desencadeadora exata não é conhecida, mas é atribuída a infecções por vírus, um defeito genético e fatores ambientais.
Não há sintomas exclusivos de esclerose múltipla, mas entre os mais comuns: sensação prejudicada, perda visual, marcha prejudicada, visão dupla e equilíbrio prejudicado. Geralmente aparece na forma de surtos, variando a intensidade dos sintomas de acordo com o período. Os episódios podem durar dias, semanas ou meses.
O diagnóstico é clínico, por meio de questionamento e exame físico. É confirmado com ressonância magnética que permite estabelecer a área de envolvimento.
Até o momento não há cura conhecida, mas existem tratamentos que podem retardar sua progressão e ajudar a controlar os sintomas para manter uma qualidade de vida normal.
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