A cafeína é um estimulante que atua principalmente ao nível do sistema nervoso central (cérebro).
A causa mais frequente de intoxicação é uma ingestão acidental superior à quantidade recomendada ou com a intenção de causar lesões autoprovocadas (junto com outras substâncias).
Manifesta-se como sensação de agitação, nervosismo, insônia, fluxo incoerente de pensamentos e palavras, aumento da micção, dor de estômago, náuseas e vômitos, espasmos musculares, palpitações e sudorese. Pode causar sinais e sintomas potencialmente fatais, como arritmias cardíacas ou convulsões.
O diagnóstico é feito por meio da história clínica e exame físico.
Em casos leves, o tratamento consistirá no controle dos sintomas. Sinais vitais como temperatura, pulso, frequência respiratória e pressão arterial serão monitorados. Em casos de intoxicações graves, será necessário garantir medidas gerais de apoio em um centro hospitalar. Nos estágios iniciais, a lavagem gástrica e a administração de carvão ativado podem ser consideradas.
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