A síndrome da inalação de fumaça em incêndios tem gravidade diferente dependendo do material a ser queimado, temperatura da fumaça, oxigênio ambiente, tempo de queima, distância até a fonte e fuligem residual.
Manifesta-se com significativa dificuldade respiratória, lábios roxos, fuligem no trato respiratório superior e em casos graves perda de consciência devido à inalação de monóxido de carbono (CO) e cianídrico (NC).
O diagnóstico é clínico por meio de questionamento e exame físico. Os exames de sangue serão usados para determinar o veneno e acompanhar a evolução do envenenamento.
O tratamento inclui oxigenoterapia e medicamentos para tratar o espasmo das vias aéreas. Em casos graves, a intubação orotraqueal pode ser necessária. Se houver suspeita de inalação cianídrica, o antídoto hidroxicobalamina deve ser administrado. O tratamento deve ser baseado na gravidade clínica e não nos resultados laboratoriais.
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