Calcula-se que em todo mundo ocorram cerca de 2 milhões de mordidas de cobras venenosas ao ano, resultando em pelo menos 100.000 a 125.000 mortes, especialmente na Ásia, África Subsaariana e América Latina. São mais comuns nas áreas rurais. O veneno de cobra é uma mistura complexa de toxinas utilizadas principalmente para imobilizar e, às vezes, iniciar a digestão das presas. Em muitos casos, a mordida é sentida imediatamente e a cobra é identificada facilmente. Sinais sugestivos de intoxicação grave: Confirmação de mordida por uma cobra venenosa, rápido desenvolvimento de bolhas ou hematomas no local, sangramento persistente ou espontâneo, letargia, fraqueza muscular, convulsões, etc. O diagnóstico baseia-se no quadro clínico e região geográfica. Existem alguns kits de laboratório que ajudam a identificar o tipo de veneno. Os primeiros socorros incluem: Retirar o paciente do território da cobra, manter o paciente tranquilo e em repouso, retirar jóias ou calçados da extremidade afetada, imobilizar a parte lesionada do corpo e aplicar um curativo de pressão, transportar ao centro médico apropriado.
No centro médico, serão aplicadas medidas para tratamento dos sintomas graves, como a depressão respiratória e o choque, seguidas da administração oportuna de antídotos. Também se administrará a vacina antitetânica.
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