Denomina-se ruptura de membranas ou "romper águas" à ruptura da bolsa de líquido amniótico que envolve o bebê. Quando ocorre antes do início do trabalho de parto, usa-se o adjetivo "prematura", ou RPM.
A maioria das RPM ocorre em bebês a termo, quando se completaram 37 semanas ou mais de gestação. Se ocorrer antes disso, é chamada ruptura prematura de membranas (RPM) pré-termo.
Manifesta-se com a presença de líquido pela via vaginal, causando frequentemente à mãe a sensação de ter se urinada. Idealmente, o líquido será transparente, embora possa sair tingido de fezes e/ou sangue. Em mais de 70% dos casos, será seguido de contrações uterinas, que se iniciarão espontaneamente nas primeiras 24 horas.
O diagnóstico é realizado através de anamnese e exame vaginal; pode-se usar um espéculo para visualizar o colo do útero e a ruptura das membranas.
Uma vez que ocorre a RPM, deve-se contatar o médico e/ou a parteira o mais rápido possível. O manejo dependerá das semanas de gestação. Em bebês a termo, o parto será induzido artificialmente se não iniciar espontaneamente. Em gestantes com menos de 34 semanas, geralmente é indicado repouso, antibióticos, corticoides para favorecer a maturação pulmonar e monitoramento hospitalar. Em gestantes com menos de 32 semanas, além disso, costuma-se administrar sulfato de magnésio para favorecer o desenvolvimento cerebral e prevenir a hemorragia cerebral.
- Rotura prematura de membranas (Actualizado junio 2012) Protocolos Asistenciales en Obstetricia S.E.G.O.
- ACOG Committee on Practice Bulletins-Obstetrics. ACOG Practice Bulletin No. 80: Premature rupture of membranes. Clinical management guidelines for obstetriciangynecologists.Obstet. Gynecol. 2007
- Protocolo de Medicina Materno Fetal. Hospital Clinic Barcelona. Hospital de Sant Joan de Déu. T. Cobo, A. Del Río, J. Mensa, J. Bosch, S Ferrero, M. Palacio. 2021
- Protocolo del Hospital de La Santa Creu i Sant Pau. RPM en Gestante a Término

