Síndrome da articulação sacroilíaca

Baixa urgência
Comum-

A articulação sacroilíaca é a que conecta a parte inferior da coluna vertebral com o osso da pelve. Ela atua amortecendo as forças geradas pelo movimento das pernas em direção à coluna vertebral, como, por exemplo, ao saltar.

Em mulheres grávidas, desempenha um papel importante no momento do parto; um movimento reduzido dessa articulação ajuda a alargar a área por onde a cabeça passa através do anel pélvico, facilitando o nascimento do recém-nascido.

Embora seja mais frequente com o avanço da idade, pode aparecer em qualquer idade, afetando igualmente homens e mulheres.

Traumas repetidos durante a prática de esportes, posturas incorretas e osteoartrite são as causas desencadeantes mais comuns. Outras causas incluem quedas, chutes no ar, torção pélvica e espondilite anquilosante.

Manifesta-se com dor na parte inferior das costas. A dor pode piorar ao sentar, ao girar e ao permanecer em pé por muito tempo. Normalmente é acompanhada de contração reativa da musculatura lombar e das nádegas.

O diagnóstico é clínico, por meio do questionamento sobre os agentes causais e os movimentos que aumentam ou desencadeiam a dor. O exame físico com movimentos específicos das pernas sobre a articulação da pelve evidencia essa síndrome. Exames de imagem, como tomografia computadorizada e/ou ressonância magnética, podem auxiliar no diagnóstico. A diminuição da dor ao administrar analgésicos diretamente na articulação sacroilíaca é o teste diagnóstico mais confirmatório.

A fisioterapia favorece o processo de recuperação, que costuma ser longo. É recomendável evitar ficar sentado por longos períodos, levantando-se regularmente para alongar a coluna vertebral, bem como realizar exercícios para fortalecer a musculatura estabilizadora da pelve.

O tratamento baseia-se no controle da dor e na prevenção da causa desencadeante, quando conhecida. Habitualmente, injeções de analgésicos locais são administradas nos ligamentos da articulação sacroilíaca ou diretamente no espaço articular. Corticoides e anestésicos locais também podem ser injetados para reforçar o controle da dor.

Autor
Dr Oscar Garcia-Esquirol
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Sintomas

    Dor no cóccix


    Dor na articulação do quadril


    Dor nas áreas inferior e média da coluna vertebral


    Dor na região da lombar


    A dor lombar irradia para as nádegas

Sintomas a considerar

Febre alta (39ºC ou mais)
Dor que não cede com analgésicos

Autocuidado

Repouso relativo, descansar até que os sintomas diminuam.
Consumir analgésicos ou anti-inflamatórios de venda livre.
Aplicar compressas quentes de 3 a 4 vezes ao dia durante 10 a 15 minutos.