Denomina-se perda de bem-estar fetal quando se detectam alterações que comprometem a oxigenação do feto. Trata-se de uma situação em que pode ser necessário terminar a gravidez para preservar a saúde da mãe e do feto.
As causas mais frequentes são a insuficiência placentária e a hemorragia feto-materna. O risco é maior em gestantes com mais de 40 anos, hipertensas, com sobrepeso, diabetes e/ou tabagismo.
Normalmente, apresenta-se com poucos sinais, sendo o mais relevante a percepção materna da diminuição dos movimentos fetais. À medida que a gravidez avança, os movimentos fetais aumentam progressivamente; a adequada aquisição e manutenção dos mesmos indicam um correto desenvolvimento neuromuscular, bem como o bem-estar fetal.
O diagnóstico é feito por meio da anamnese, na qual é importante estabelecer o momento em que a mãe percebeu a diminuição dos movimentos. Será realizada uma ultrassonografia para avaliar os movimentos fetais, a frequência cardíaca, o volume de líquido amniótico e a vascularização fetal e placentária. Geralmente, é acompanhado de um registro cardiotocográfico para avaliar as contrações uterinas e como elas afetam os batimentos cardíacos fetais.
Os resultados desses exames são fundamentais para decidir se a gestação deve evoluir de forma espontânea ou se o parto deve ser induzido.
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- Hofmeyr GJ, Novikova N. Management of reported decreased fetal movements for improving pregnancy outcomes. Cochrane Database Syst Rev. 2012 Apr 18;4(4):CD009148. doi: 10.1002/14651858.CD009148.pub2. PMID: 22513971; PMCID: PMC4058897

