Designa-se por ciclo menstrual uma série de alterações que o corpo da mulher sofre todos os meses para se preparar para uma possível gravidez. Em cada ciclo ocorre uma ovulação, em que um dos ovários liberta um óvulo e, ao mesmo tempo, dá-se uma alteração hormonal que modifica a parede do útero para o caso de o óvulo ser fecundado e precisar de se implantar. Se o óvulo não for fecundado, o tecido espesso que reveste o útero é eliminado pela vagina no processo conhecido como menstruação.
O ciclo menstrual conta-se desde o primeiro dia da menstruação até ao primeiro dia da menstruação seguinte. Pode variar dentro de parâmetros considerados normais: inicia-se a cada 21 a 35 dias e dura entre 2 a 7 dias. Nos primeiros anos após o início da menstruação, o ciclo pode ser mais longo, mas tende a regularizar-se e a encurtar com o tempo, até à chegada da menopausa.
Designa-se como ovulação anormal, a "falência ovárica" (com 9 ou menos ciclos menstruais por ano), uma ovulação irregular ou a ausência de ovulação antes da menopausa.
As menstruações irregulares podem ter várias causas, entre as quais se incluem:
• Gravidez ou amamentação. A ausência de menstruação pode ser um dos primeiros sinais de gravidez. A amamentação pode bloquear os ciclos menstruais.
• Distúrbios alimentares, perda de peso extrema ou exercício físico excessivo.
• Síndrome do ovário poliquístico.
• Insuficiência ovárica prematura, quando a função ovárica se perde antes dos 40 anos de idade.
Nas mulheres com disfunção ovárica, a menstruação pode ou não ser precedida dos seguintes sintomas recorrentes: dor mamária, distensão hipogástrica ou irritabilidade.
O diagnóstico é clínico, baseado no histórico da paciente e num exame ginecológico. Pode ser confirmado através da medição dos níveis hormonais ou com uma ecografia ginecológica.
O tratamento atual baseia-se na indução da ovulação através da administração de hormonas.

