Ataque de pânico

Urgência baixa
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Episódio em que surge um medo muito intenso e repentino, sem razão aparente.

A condição é duas vezes mais frequente em mulheres e geralmente manifesta-se antes dos 25 anos, embora existam casos descritos em todas as idades.

Os ataques de pânico estão presentes numa grande variedade de perturbações, sendo muito frequentes nos transtornos de ansiedade.

Embora a causa seja desconhecida, suspeita-se de uma origem genética.

Este medo intenso surge, normalmente, acompanhado de outros sintomas como batimento cardíaco acelerado, hipertensão arterial, falta de ar, respiraçao rápida, náuseas, tonturas, suor excessivo, medo de perder o controlo ou enlouquecer, etc. Esta experiência acaba por limitar o comportamento quotidiano da pessoa, levando a um isolamento progressivo e a uma angústia constante com receio de que os sintomas voltem a surgir. 

O diagnóstico é clínico, feito através de um questionario direcionado, geralmente realizado por um psiquiatra.

O tratamento inclui estratégias para lidar com os eventos que desencadeiam o ataque e não tentar evitá-los, além de medicação e terapia cognitivo-comportamental. Os episódios agudos são tratados com benzodiazepinas e, se ocorrerem com frequência, é necessário um tratamento com antidepressivos.

Referências bibliográficas
  1. Peter P Roy-Byrne, MD. Panic disorder in adults: Epidemiology, pathogenesis, clinical manifestations, course, assessment, and diagnosis. UpToDate.
  2. Kroenke K, Spitzer RL, Williams JB, et al. Anxiety disorders in primary care: prevalence, impairment, comorbidity, and detection. Ann Intern Med 2007; 146:317.
  3. American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-5), American Psychiatric Association, Arlington, VA 2013.
  4. Goldstein RB, Weissman MM, Adams PB, et al. Psychiatric disorders in relatives of probands with panic disorder and/or major depression. Arch Gen Psychiatry 1994; 51:383.
  5. Goodwin RD, Faravelli C, Rosi S, et al. The epidemiology of panic disorder and agoraphobia in Europe. Eur Neuropsychopharmacol 2005; 15:435.
Autor
Dr. Abel Andrés Orelogio
Copyright
© TeckelMedical 2026

Sintomas

    Ansiedade


    Medo de perder o controlo


    Vontade de fugir por medo


    Sensação de separação do corpo


    Angústia

Sintomas a considerar

Se os episódios se repetirem e impedirem que você continue com as atividades normais da vida diária.
Não conseguir adormecer ou acordar mais cedo do que o normal
Perda ou aumento de peso
Visão negativa da vida ou do futuro.

Autocuidado

Reduzir ou evitar o consumo de cafeína e/ou álcool.
Exercício físico frequente ajuda a reduzir os níveis de ansiedade.
Participar frequentemente de atividades que ajudam a reduzir os níveis de ansiedade (yoga, tai chi, meditação).
Consultar com o médico de família a indicação de ansiolíticos.