Cancro do ovário

Urgência média
-Muito grave
É o cancro que se forma nos ovários, que são um par de glândulas reprodutoras femininas nas quais se formam hormonas femininas. Em função do tipo de célula que se malignize e cresça sem controlo, distinguir-se-ão três tipos de cancro:
  • Tumores epiteliais (os más frequentes)
  • Tumores de células germinais
  • Tumores do estroma.

É mais frequente em mulheres pós-menopáusicas, com máxima incidência nas de entre 50 e 75 anos.

A causa é desconhecida, mas descreveram-se fatores hormonais, ambientais e genéticos (genes BRCA1 e BRCA2) que podem favorecer o seu aparecimento. Por outro lado, o risco diminui em mulheres que tomam contracetivos orais.

Costuma produzir poucos sintomas, podendo alcançar uma fase avançada antes de se manifestar. Os sintomas mais frequentes são transtornos abdominais, distensão abdominal, obstipação, dores de costas e dores durante relações sexuais.

Perante a suspeita, o primeiro a fazer é uma história clínica completa e um exame físico minucioso com exame ginecológico. Realizar-se-ão análises de sangue com o marcador tumoral CA 125, uma ecografia ginecológica e um TAC abdominal para completar o estudo de extensão. Deve realizar-se uma recolha de biópsia para confirmar o diagnóstico e a fase da doença.

O tratamento baseia-se no tipo de cancro de ovário e na fase, passando pela extirpação cirúrgica em todos os casos. Podem ser associados outros tratamentos coadjuvantes: quimioterapia, tratamento antiangiogénico e tratamento com inibidores de PARP (Olaparib, Niraparib e Rucaparib).

Referências bibliográficas
  • Ferlay J, Soerjomataram I, Ervik M, et al. GLOBOCAN 2012 v1.0. Cancer incidence and mortality worldwide. IARC CancerBase No 11, 2013.
  • Lowe KA, Chia VM, Taylor A, et al. An international assessment of ovarian cancer incidence and mortality. Gynecol Oncol 2013;130:107­14.
  • Maringe C, Walters S, Butler J, et al. Stage at diagnosis and ovarian cancer survival: evidence from the International Cancer Benchmarking Partnership. Gynecol Oncol2012;127:75­82.
  • Sundar S. Benign and malignant ovarian masses. In: Obstetrics and gynaecology: an evidence­based text for MRCOG. 2010, Hodder.
  • Perets R, Wyant GA, Muto KW, et al. Transformation of the fallopian tube secretory epithelium leads to high­grade serous ovarian cancer in Brca;Tp53;Pten models. Cancer Cell 2013;24:751­65.
  • Alsop K, Fereday S, Meldrum C, et al. BRCA mutation frequency and patterns of treatment response in BRCA mutation­positive women with ovarian cancer: a report from the Australian Ovarian Cancer Study Group. J Clin Oncol 2012;30:2654­63.
  • Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Management of women with a genetic predisposition to gynaecological cancers. Scientific Impact paper No 48, Feb 2015.
  • Manchanda R, Loggenberg K, Sanderson S, et al. Population testing for cancer predisposing BRCA1/BRCA2 mutations in the Ashkenazi­Jewish community: a randomized controlled trial. J Natl Cancer Inst 2015;107:379.
  • Manchanda R, Legood R, Burnell M, et al. Cost­effectiveness of population screening for BRCA mutations in Ashkenazi jewish women compared with family history­based testing. J Natl Cancer Inst 2015;107:380.
  • Candido­dos­Reis FJ, Song H, Goode EL, et al. Germline mutation in BRCA1 or BRCA2 and ten­year survival for women diagnosed with epithelial ovarian cancer. Clin Cancer Res 2015;21:652­7
Copyright
© TeckelMedical 2026

Sintomas

    Aumento do tamanho abdominal


    Dor abdominal inferior, na zona pélvica


    Sensação de pressão na zona inferior do abdómen


    Sensação de pressão na pélvis


    Perda de peso involuntária