É um tipo de crise epiléptica que começa numa região específica do cérebro, como um foco parcial de atividade elétrica, que depois se generaliza para o resto do cérebro.
Muitas vezes, a causa que desencadeia esta atividade elétrica anormal é desconhecida. No entanto, foi descrita uma associação com traumatismos, infeções e substâncias tóxicas.
Os sintomas começam por estar localizados numa parte específica do corpo, por exemplo, movimentos repetitivos num braço, que depois se generalizam, provocando perda de consciência e convulsões. Automatismos como movimentos de sucção, mastigação e tosse são comuns; gestos complexos podem incluir: ajeitar a roupa, mover objetos ou falar automaticamente.
O diagnóstico é clínico, através da história relatada pelo doente e do exame físico. Deve realizar-se um eletroencefalograma (EEG) para confirmar o diagnóstico. Podem também ser necessários outros exames de imagem para estudar a causa.
Em alguns casos, a epilepsia infantil pode desaparecer espontaneamente com a chegada da puberdade. Até lá, os episódios são controlados com medicamentos antiepiléticos.
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