É um tipo de convulsão desencadeada por atividade elétrica anormal focada numa pequena área do cérebro.
Em alguns casos, a causa é desconhecida, mas foram descritas em associação com: traumatismos, infeções, doenças malignas, alterações genéticas e tóxicas.
Os sintomas dependem da área do cérebro afetada: movimentos repetitivos de uma área do corpo, náusea, distúrbios comportamentais, distúrbio dos sentidos, sensação de movimento ou queda, sensação de que o ambiente não é real, sensações de distorção do espaço, falsa sensação de que o momento em que se encontra já foi vivido e súbita dificuldade em falar. Difere das crises parciais complexas, pois não causa perda de consciência.
É diagnosticada por questionário clínico, um exame físico completo e um eletroencefalograma.
A causa deve ser tratada precocemente, além do uso de tratamento epilético específico. Por vezes, as epilepsias da infância curam-se espontaneamente ao atingir a puberdade.
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