Filariose linfática

Urgência baixa
ComumModeradamente grave

Doença parasitária crónica, também conhecida por elefantíase, transmitida pela picada de um mosquito infetado em zonas da Ásia, África, Pacífico Ocidental e América do Sul.

É causa por vermes filariais infetados, transmitidos por mosquitos infetados.

Pode ser assintomática ou estar associada a manifesções como febre, mal-estar geral, dor e inchaço dos gânglios linfáticos e de outras partes do corpo, como as pernas e os órgãos genitais, levando à deformação e ao aumento excessivo dos tecidos.

O diagnóstico é feito através de análises ao sangue para determinar a presença do parasita no sangue e de anticorpos. A ecografia também pode ser utilizada para avaliar os vasos linfáticos e os tecidos afetados.

O tratamento inclui medicamentos antiparasitários, como a dietilcarbamazina e a ivermectina.

Também são recomendas medidas, como a utilização de ligaduras de compressão e cuidados com a pele.

Referências bibliográficas
  1. Nutman TB, Kazura J. Filariasis linfática. En: Enfermedades infecciosas tropicales: Principios, patógenos y práctica, 3.ª ed., Guerrant R, Walker DH, Weller PF (Eds), Saunders Elsevier, Filadelfia 2011. p.729.
  2. Local Burden of Disease 2019 Neglected Tropical Diseases Collaborators. The global distribution of lymphatic filariasis, 2000-18: a geospatial analysis. Lancet Glob Health 2020; 8:e1186.
  3. United States Centers for Disease Control and Prevention. Parasites - Lymphatic Filariasis. http://www.cdc.gov/parasites/lymphaticfilariasis/treatment.html 
  4. Andrade LD, Medeiros Z, Pires ML, et al. Comparative efficacy of three different diethylcarbamazine regimens in lymphatic filariasis. Trans R Soc Trop Med Hyg 1995; 89:319.
  5. King CL, Suamani J, Sanuku N, et al. A Trial of a Triple-Drug Treatment for Lymphatic Filariasis. N Engl J Med 2018; 379:1801.
Autor
Dr. Abel Andrés Orelogio
Copyright
© TeckelMedical 2026

Sintomas

    Testículo inchado


    Perna inchada


    Pernas deformadas


    Pele das pernas mais dura


    Escroto inchado, quente e ruborizado

Sintomas a considerar

Febre alta (39ºC ou mais)
Dificuldade para respirar

Autocuidado

Repouso relativo, descansar até que os sintomas diminuam.
Manter o membro no alto
Utilizar faixas ou meias de compressão.
Consulte o seu médico de família sobre a prescrição de desparasitantes.
Consulte o seu médico de família sobre a prescrição de antibióticos.