É o distúrbio do ritmo cardíaco ou arritmia, que se manifesta com batimentos cardíacos normais ou altos. As câmaras superiores do coração (aurículas) geram um batimento cardíaco muito rápido que é transmitido às câmaras inferiores (ventrículos) a uma frequência baixa. Consoante a cadência entre os batimentos auriculares e ventriculares, o pulso do paciente será mais rápido ou mais lento.
É comum em pacientes com doenças cardíacas prévias: alterações valvulares, enfartes do miocárdio anteriores, hipertensão, cirurgia cardíaca prévia e outras doenças cardiopulmonares, como a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC).
Os sintomas estão diretamente relacionados com a frequência cardíaca; geralmente há mais sintomas quanto mais acelerada for a pulsação. Os sintomas mais comuns são palpitações, tonturas, ansiedade, dor no peito, falta de ar e uma sensação de morte iminente.
O diagnóstico é clínico, através de questionário e exame físico, confirmado através de eletrocardiograma. Se a arritmia ocorrer de forma intermitente, será necessário aplicar um monitor eletrocardiográfico contínuo (Holter).
O tratamento visa reverter a arritmia para o ritmo sinusal, que é o ritmo normal do coração; se isto não for possível, a taquicardia deve ser controlada até que se consiga mantê-la abaixo dos 100 batimentos por minuto.
- Robert Phang. Overview of atrial flutter. UpToDate. Julio 2015
- Granada J. Incidence and predictors of atrial flutter in the general population. J Am Coll Cardiol 2000; 36:2242. UpToDate. Mayo 2016
- Wellens HJ. Contemporary management of atrial flutter. Circulation 2002; 106:649.
- Gregory F. Michaud. Taquiarritmias supraventriculares. Harrison. Principios de Medicina Interna, 19e. Capítulo 276
- L. Mont Girbau. Arritmias cardíacas. Farreras Rozman. Medicina Interna, ed 18. Capítulo 54

