A hiperplasia do endométrio é a proliferação excessiva das células do endométrio, a camada do útero que se desprende a cada mês na menstruação. Esta condição costuma ser mais frequente em pacientes com mais de 45 anos.
Normalmente, ocorre devido a um desequilíbrio hormonal entre os estrogénios e a progesterona. É mais comum em mulheres com sobrepeso e/ou com ovários poliquísticos.
A manifestação clínica mais frequente é o sangramento menstrual abundante e/ou prolongado. Pode ocorrer com irregularidade menstrual, ciclos menstruais curtos (menos de 21 dias), sangramentos intermenstruais e até sangramentos após a chegada da menopausa.
O diagnóstico baseia-se numa história clínica adequada e num exame ginecológico. Será complementado com a realização de exames complementares: ecografia vaginal, onde se evidencia um endométrio excessivamente espesso; biópsia endometrial; histeroscopia, que permite visualizar a cavidade uterina.
O tratamento dependerá do tipo de hiperplasia, da idade da paciente e do desejo de uma futura gravidez. O tratamento pode variar desde o tratamento hormonal com pílulas ou um dispositivo intrauterino (DIU) de progesterona, até a necessidade de realizar uma extração do útero ou histerectomia, nos casos com maior risco de desenvolver cancro do endométrio.
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