Elevação sustentada da tensão arterial em repouso: tensão arterial sistólica ou TAS ≥ 140 mmHg e/ou tensão arterial diastólica ou TAD ≥ 90 mmHg.
Na grande maioria dos casos, a causa desencadeante é desconhecida; quando se identifica a origem, a hipertensão é geralmente causada por doenças renais ou das glândulas supra-renais.
Em geral, não há sintomas, excepto se a hipertensão for grave ou se desenvolver ao longo de vários anos, afetando determinados órgãos: olhos, coração, rins, sistema nervoso, entre outros.
O diagnóstico realiza-se através de um aparelho para medir a tensão chamado esfigmomanómetro; a braçadeira que envolve o membro deve ter um tamanho adequado ao do paciente. É necessário cumprir determinadas condições para confirmar o diagnóstico: a tensão deve estar elevada em, pelo menos, três medições realizadas em três dias diferentes, a diferentes horas, em ambos os braços e com a pessoa em repouso durante, no mínimo, 5 minutos antes da medição. O diagnóstico confirma-se quando a tensão arterial em repouso se mantém elevada TAS ≥ 140 mmHg e/ou TAD ≥ 90 mmHg. Devem ser solicitados exames complementares para determinar a causa, avaliar lesões nos órgãos-alvo e identificar outros fatores de risco cardiovascular.
O tratamento exige mudanças no estilo de vida: reduzir o consumo de sal e álcool, deixar de fumar, praticar exercício físico e perder peso. Se estas medidas não forem suficientes ou se a tensão arterior for superior a 160/100 mmHg, será necessário iniciar tratamento com medicamentos para a hipertensão.
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