O metanol é um tipo de álcool não adequado para beber, normalmente usado para fins industriais (solventes) e automotivos (anticongelante).
Uma vez ingerido, entra na corrente sanguínea e depura-se lentamente no fígado. As causas mais frequentes de intoxicação são ingestão acidental ou com fins suicidas.
Clinicamente, ele passa por três fases (1) fraqueza, sensação de vertigem e náusea, 2) vómitos, dor abdominal, desorientação e distúrbios visuais, 3) lesão neuronal, convulsões, coma, hipotensão e dificuldade respiratória).
O diagnóstico é realizado mediante histórico médico, exame físico, sangue, urina e eletrocardiograma.
O tratamento é baseado na manutenção das vias aéreas, ventilação e estabilização da circulação, vigiar a acidemia no sangue (administrar bicarbonato de sódio), administrar álcool (fomepizole) e iniciar terapias de depuração extrarrenal.
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