Doença que ocorre em pessoas que vivem a altitudes superiores a 2500 metros.
É caracterizada por uma baixa concentração de oxigénio no sangue e um aumento do número de glóbulos vermelhos em circulação. É favorecida pela apneia do sono ou outras doenças pulmonares, porém, as hormonas de mulheres em idade fértil previnem esta situação.
Manifesta-se com uma descoloração azulada da pele (cianose), baixa tolerância ao esforço e presença de sintomas nervosos que são atribuídos à diminuição do fluxo cerebral devido à hiperviscosidade do sangue. Causa tonturas, dores de cabeça, sonolência, depressão, zumbido nos ouvidos, fadiga, anorexia, palpitações, irritabilidade e alucinações.
O diagnóstico baseia-se na história clínica completa e no exame físico. As análises ao sangue revelam falta de oxigénio, excesso de dióxido de carbono e excesso de glóbulos vermelhos.
O tratamento baseia-se na descida ao nível do mar e, às vezes, é aplicada sangria para reduzir o número de glóbulos vermelhos (hematócrito), melhorando a viscosidade do sangue e, assim, os sintomas de origem neurológica.
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