A inflamação da mama é designada por "mastite" e "puerperal", quando ocorre numa mulher que está a amamentar.
Atinge aproximadamente 5-10% das mulheres no pós-parto e ocorre geralmente durante os primeiros três meses de amamentação, especialmente entre a segunda e a terceira semana após o parto. Normalmente é unilateral e é mais comum em primíparas.
É causada por uma infeção bacteriana. As situações que favorecem o aparecimento da mastite incluem obstrução parcial do ducto mamário, produção excessiva de leite, amamentação pouco frequente, má pega, frequência inadequada de amamentação, freio curto, abrasões ou fissuras nos mamilos, desmame rápido, doenças maternas ou infantis e desnutrição materna.
Os sintomas são febre, dor, aumento da mama, vermelhidão da pele e nodos linfáticos inchados na axila do mesmo lado. Pode ser acompanhada de sintomas semelhantes aos da gripe, como febre e calafrios. Cerca de 10% dos casos evoluem para pus ou abcesso mamário.
O diagnóstico é feito com base no historial clínico e exame físico dos seios.
O tratamento baseia-se no alívio da dor e no uso de antibióticos para controlar a infeção. Também é importante continuar a extrair o leite, continuar a amamentar ou utilizar bombas de extração de leite. Em alguns casos, pode ser necessária uma drenagem cirúrgica para eliminar o pus.
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