É uma infeção das camadas que circundam e protegem o cérebro e a medula espinhal, chamadas meninges.
As bactérias mais frequentemente envolvidas são: Meningococo, Pneumococo, Streptococo do Grupo B e Haemophilus influenzae. Em pacientes entre os 50 e 60 anos de idade com imunodeficiência celular, a bactéria mais comum é a Listeria monocytogenes. Os fatores de risco ou situações que favorecem o aparecimento de meningite são sinusite, otite média, diabetes, alcoolismo, ausência de baço e lesão cerebral traumática com saída de líquido cefalorraquidiano do nariz (rinorreia).
Geralmente manifesta-se com febre, dor de cabeça, músculos do pescoço rígidos e estado mental alterado. Outros sintomas associados são náusea e vómito, sonolência, confusão, convulsões, irritabilidade, fotofobia, etc. Quando a causa é meningocócica, podem aparecer lesões na pele.
O diagnóstico será feito através da história clínica e exame físico, será confirmado com a análise do líquido cefalorraquidiano.
O tratamento são antibióticos precoces, que serão combinados com corticosteroides se houver suspeita de meningite pneumocócica ou H. influenzae. Antipiréticos serão adicionados para controlar a febre, medicamentos anticomiais, se houver convulsões e terapia sérica para manter os sinais vitais.
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