São lesões cutâneas resultantes do crescimento anormal das células da pele, estimuladas pela exposição prolongada aos raios ultravioleta. Trata-se de uma manifestação clínica típica do fotoenvelhecimento, aparecendo com maior frequência após os 50 anos e em pessoas de pele clara.
É causada pela exposição contínua aos raios UV provenientes da luz solar. Existem fatores que aumentam o risco de aparecimento destas lesões, como pacientes que realizaram transplante de órgãos, síndromes genéticas caracterizadas por alterações nos mecanismos de reparação do ADN e certas toxinas ou medicamentos como a hidroxiureia e o arsénico.
Manifesta-se como manchas planas ou ligeiramente elevadas (máculas ou pápulas), tipicamente ásperas ao toque. São geralmente de cor avermelhada e cobertas por escamas ou crostas descamativas. Normalmente têm menos de 1 cm de diâmetro, embora possam crescer e formar placas escamosas maiores e avermelhadas.
Normalmente aparecem em áreas da pele com exposição solar prolongada, como o rosto, couro cabeludo, dorso das mãos, colo e pernas nas mulheres. Quando aparece nos lábios, é chamada de queilite actínica.
O diagnóstico é clínico, através de questionário e observação das lesões cutâneas. Em alguns casos, pode ser necessária confirmação por biópsia, para diferenciar de outros tipos de lesões ou para avaliar se houve transformação maligna.
O tratamento geralmente envolve crioterapia e/ou cremes ou géis contendo fluorouracil (5-FU), imiquimode, diclofenaco ou ingenol mebutato.
Estes tratamentos visam destruir a área afetada da camada mais superficial da pele, a epiderme. Às vezes, utilizam-se outros tratamentos localizados (terapia fotodinâmica, cirurgia a laser, peeling químico) ou remoção cirúrgica.
É considerada uma forma inicial de cancro da pele não melanoma; aproximadamente 10% dos casos podem evoluir para uma forma maligna de cancro da pele. Para prevenção, é muito importante o uso de proteção solar física (chapéus, guarda-sol, etc.) ou protetor solar.
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