A rutura prematura das membranas (RPM) corresponde à rutura das membranas ovulares antes do início do trabalho de parto, com consequente saída de líquido amniótico. A RPM pré-termo é aquela que ocorre antes das 37 semanas de gestação.
O diagnóstico de RPM é clínico, sendo evidenciado pela saída de líquido durante a observação ginecológica.
Em alguns casos, a perda de líquido pode ser discreta, o que levanta dúvidas diagnósticas. Nestes casos, pode ser necessário realizar alguns testes para confirmar se a perda corresponde a líquido amniótico, tais como o teste de pH vaginal, ecografia fetal e análises bioquímicas específicas.
Confirmada a RPM pré-termo, o seu tratamento deve ser individualizado. É fundamental avaliar o risco de infeção caso se opte por adiar o parto, face aos riscos relacionados com a imaturidade fetal. A presença de sinais de sofrimento fetal ou de infeção (por exemplo, resultados persistentes preocupantes nos estudos fetais ou dor uterina associada a febre) são indicação para induzir o parto.
Nos restantes casos, o parto pode ser adiado durante um período variável, caso os pulmões do feto ainda não estejam maduros, sendo necessário estabelecer uma monitorização fetal rigorosa, iniciar antibioterapia e, em algumas situações, administrar corticosteroides para acelerar a maturação pulmonar do feto.
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- American College of Obstetricians and Gynecologists’ Committee on Practice Bulletins—Obstetrics. Practice Bulletin No. 172: Premature Rupture of Membranes. Obstet Gynecol. 2016 Oct;128(4):e165-77. doi: 10.1097/AOG.0000000000001712. PMID: 27661655.
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