Estado persistente de preocupação ou nervosismo excessivo, difícil de controlar e que interfere nas atividades normais da vida diária. Leva à maioria das consultas por perturbações de saúde mental nos centros de saúde, sendo mais frequente nas mulheres.
A sua causa é desconhecida, mas envolve fatores genéticos e ambientais.
O principal sintoma é a preocupação, mas vem acompanhada de cansaço, irritabilidade, problemas para adormecer ou sono não reparador. Também pode causar sintomas físicos como tonturas e palpitações.
O diagnóstico é clínico através de questionário ao paciente que confirma a existência de sintomas durante pelo menos 6 meses.
O tratamento de escolha na fase aguda são os medicamentos ansiolíticos. Tanto a psicoterapia como os hábitos regulares podem acelerar a resolução dos sintomas e ajudar a prevenir novos episódios.
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